Nos últimos dias foram registrados em Mosul, ao norte do Iraque, vários actos violentos por parte de sectores fundamentalistas islâmicos contra dependências vinculadas à Igreja na cidade. “Na semana passada foi desactivada uma bomba em frente à escola católica de Mosul. Era um mecanismo composto por uma série de bombas de baixa potência, mas capazes de matar e ferir os jovens. Por motivos de segurança a escola ficou fechada por pelo menos uma semana”, declarou à agência Fides o Pe. Nizar Semaan, sacerdote de Mosul. “Também na semana passada um grupo de ‘kalashnikov’ foi disparada contra o Episcopado sírio-antioqueno da minha cidade”, acrescentou. Questionado sobre os responsáveis e os objectivos dos actos terroristas, o Pe. Semaan disse que “os responsáveis são, muito provavelmente, extremistas ‘wahabiti’ de Mosul”. “Com estes actos de intimidação contra a comunidade cristã os extremistas querem demonstrar a sua força, e, o que é ainda mais grave, impedir o regresso à normalidade da sociedade civil”, assegura. A Igreja local refere que os fundamentalistas pagam aos jovens para que assumam comportamentos islâmicos cada vez mais radicais, situação facilitada pelo aumento galopante de desempregados.