O fundador do movimento Comunhão e Libertação (CL), D. Luigi Giussani, pediu que as paróquias católicas se tornem “vivas e missionárias” ao intervir na assembleia plenária do Conselho Pontifício para os Leigos. “Uma paróquia será tanto mais viva quanto mais seja capaz de encontrar párocos e fiéis para quem a surpresa do acontecimento de Cristo encontrado e reconhecido se torne o horizonte totalizante do pensamento e da acção”, assinalou. O Conselho Pontifício para os Leigos está reunido até amanhã para discutir qual o “rosto” que as paróquias devem assumir na sociedade actual. Mais de 60 delegados de todo o mundo estão Vaticano, tendo como pano de fundo o tema “Redescobrir o verdadeiro rosto da paróquia”. João Paulo II recebeu ontem em audiência os participantes no encontro, tendo assinalado que os leigos devem redescobrir a paróquia como uma verdadeira “comunidade de comunidades”. O Papa manifestou a esperança de que a reflexão sobre a paróquia “ajude a todos a compreender melhor que a comunidade paroquial é o lugar do encontro com Cristo e com os irmãos”. Para D. Luigi Giussani é importante perceber que “a fé não nos é dada para ser conservada, mas comunicada”. D. Giussani é consultor da Congregação do Clero e do Conselho Pontifício para os Leigos. O Comunhão e Libertação é um Movimento eclesial cujo objectivo é “a educação dos seus membros na maturidade Cristã e a colaboração na missão da Igreja Católica na sociedade de hoje”. O CL está presente em 64 países, incluindo a Alemanha, a Espanha, Portugal, a Suíça, a Bélgica, a França, o Reino Unido, a Irlanda, a Polónia, a ex-União Soviética, a ex-Jugoslávia, a Hungria, a República Checa, a Eslováquia, a Roménia e Malta na Europa; os Estados Unidos, o Canadá, o México, o Chile, a Argentina, o Paraguai, o Brasil, o Peru e a Colômbia na América; o Uganda, o Quénia, a Nigéria, os Camarões e Moçambique em África; o Líbano e Israel no Médio Oriente; e o Japão, a Formosa e Hong Kong na Ásia.
