A «Fundação Madrinha» a recebeu, por unanimidade do juri, o 1º Prêmio Nacional de Solidariedade 2003, organizado pela revista espanhola «Telva», do Grupo Recoletos, pela assistência que presta a adolescentes grávidas e menores em risco de marginalização. Segundo os promotores da Fundação, na Espanha a cada meia hora produz-se uma gravidez não desejada –metade dos embriões são abortados– entre as mais de três milhões de menores de 21 anos. Por outro lado, 44% dos jovens de menos de 25 anos de idade vivem em situação de pobreza, factor ao qual deve se somar o elevado índice de desemprego e falta de habitação. Consciente desta realidade de risco de marginalização que há, a Fundação surgiu para «acolher a jovem nas suas dificuldades, amadrinhá-la na sua maternidade, assisti-la no seu trabalho, apoiá-la nos seus anseios». A «Fundação Madrinha» acompanha essas jovens, adolescentes –espanholas ou imigrantes–, com problemas e em risco de marginalização «ensinando-lhes a ser mães» por meio do «Projeto Mãe», que inclui a tutela pessoal da jovem mediante um «apadrinhamento» que dura 18 meses. Esta ajuda personalizada realiza-se por meio do acolhimento em famílias. Pretende-se com tudo isto dar à jovem um futuro de esperança, uma formação e uma família, assim como integrá-la na sociedade com um trabalho digno e compatível com sua condição de adolescente, mulher e mãe.
