O Conselho de Administração da Fundação “Populorum Progressio”, reunido na semana passada em Brasília, aprovou o apoio solidário a 222 novos projectos para os quais estão a ser encaminhados cerca de 2 milhões dólares. Uma parte importante desta soma é obtida graças à generosidade dos católicos de todo o mundo. A Fundação foi criada pelo Papa em 1992 para ser “um gesto de amor solidário da Igreja para com os mais abandonados e necessitados da América Latina, como são as populações indígenas, mestiças e afro-americanas”. A Fundação tem sua sede no Conselho Pontifício Cor Unum, na Cidade do Vaticano, cujo presidente, o arcebispo Paul Josef Cordes, é também presidente da Fundação e o seu representante legal. Os projectos apresentados na reunião vão acompanhados por uma carta do bispo do local e atendem os diversos aspectos do desenvolvimento integral de uma comunidade: saúde, casa, água potável, educação, infra-estrutura pública, produção, nutrição, formação religiosa e cívica. Os 222 projectos aprovados na semana passada são orientados para o desenvolvimento integral dessas populações e se referem às seguintes áreas em proporções específicas: 36% à produção – agropecuária, micro-empresarial ou comunitária; 23% a projectos de infra-estrutura pública – água potável, redes de esgoto e salões comunitários; 18% a construções – escolas, casas, ou centros de saúde; 16% à educação – capacitação, comunicações, formação e publicações -, 7% a projectos destinados à saúde.
