Funchal protesta pela Venezuela

Funchal protesta pela Venezuela A igreja do Colégio foi o palco escolhido para a realização de uma eucaristia, onde se voltou a pedir pela paz e pela liberdade na Venezuela. A cerimónia, que foi presidida pelo Pe. Tomé Velosa, foi convocada pela secção da Madeira do movimento “La resistência civil de venezolanos en el exterior” (RECIVEX) e registou casa cheia. Durante toda a homilia, foram vários os apelos deixados pelo Pe. Tomé Velosa, no sentido de que o bom senso dos homens prevaleça, por forma a que se possa chegar a uma resolução para este conflito. Aos presentes nesta Eucaristia, pediu também para que juntem as suas orações às do povo venezuelano de modo a que, todos juntos, e pela força do Espírito Santo, se mantenha a fé no futuro de um país que hoje acolhe mais de um milhão de emigrantes portugueses, na sua maioria madeirenses, alertando que é perigoso e “uma frustração” fazer a paz com armas. A pensar nos milhares de compatriotas que se encontram naturalizados na Venezuela e que vivem os dias que correm cheios de medos e incertezas, ficou uma mensagem de esperança, acrescentando que os madeirenses saberão juntar as suas vozes “numa súplica pela paz para um país ao qual a Madeira se encontra muito ligada”. Após a cerimónia eucarística, foi a vez da Praça do Município servir de palco para a realização de uma concentração, a favor da realização do referendo consultivo na Venezuela. «Pela Paz, contra o Estado Terrorista!» As palavras de José Manuel Ascensão, representante do movimento Resistência Civil, definem bem o estado de espírito das dezenas de pessoas presentes. José Manuel Ascensão, que se apresentou no local com uma t-shirt onde estava estampado o artigo 350 da Constituição venezuelana – alusiva ao direito do povo à desobediência civil – salientou que esta manifestação mundial decorreu em mais de 26 países e 48 cidades, para “dar a conhecer à comunidade internacional a impunidade com que actua o regime actualmente no poder, na Venezuela”.

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