Frei Betto defende o “Fome Zero”

O conhecido dominicano Frei Betto, assessor especial da Presidência da República do Brasil para o Programa Fome Zero, fez um balanço positivo dos primeiros meses do programa e rebateu críticas formuladas à condução e ao alcance da iniciativa. “Nós ganhamos uma eleição, não fizemos revolução, por isso precisamos de negociar tudo”, afirmou ao participar, terça-feira, na mesa redonda “Ecumenismo e Sociedade” realizada num dos auditórios da Universidade Católica de São Paulo. O assessor da Presidência explicou que o programa nasceu a partir de três motivações levantadas pelo presidente Lula da Silva: o escândalo que representa a fome de milhões de pessoas em pleno século XXI, a necessidade de colocar esse tema na agenda política da sociedade e o facto de que Lula ser o único presidente da história do Brasil oriundo de uma realidade de miséria. “Existem hoje cerca de 20 milhões de pessoas infectadas pelo vírus HIV no mundo, enquanto mais de 840 milhões passam fome. As campanhas de prevenção e atendimento à SIDA são necessárias, mas onde estão as campanhas de combate à fome?”, perguntou Frei Betto.

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