Finanças do Vaticano no vermelho

Contas de 2004 e 2005 apresentadas aos Cardeais O Cardeal Sergio Sebastiani, presidente da Prefeitura para os Assuntos económicos da Santa Sé, apresentou hoje à VIII Congregação Geral de Cardeais o balanço económico consolidado da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano de 2004 e as previsões para 2005. Os funcionários do Vaticano deveriam receber uma gratificação após a morte do Papa, segundo uma antiga tradição. No entanto, não a receberam em 1978, após a morte de João Paulo I, e o mesmo pode acontecer agora, uma vez que as finanças do Vaticano estão no vermelho. Os últimos dados disponibilizados ao público pela Santa Sé dizem respeito ao balanço de 2003 e nele se podia constatar um prejuízo de 9.579.456 Euros. As finanças do Vaticano e da Santa Sé ficaram no vermelho pelo terceiro ano consecutivo, embora se registasse uma melhoria em relação ao ano de 2002, em que as perdas eram de 13,5 milhões de Euros. Estas perdas foram justificadas com as despesas extraordinárias “para realizar obras de reestruturação e restauro dos edifícios existentes no território do Estado da Cidade do Vaticano ou nas zonas extraterritoriais”, além dos 10, 45 milhões de Euros gastos com as dívidas da Rádio Vaticano. Os Cardeais analisaram ainda alguns assuntos relativos à Sé Vacante e foram confrontados com as regras e disposições que guiarão o Conclave, a partir do dia 18 de Abril, de acordo com o comunicado oficial do Vaticano hoje publicado.

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