Família baseada no matrimónio entre homem e mulher é o ideal proposto pela Igreja Na festa litúrgica da Sagrada Família, que os católicos hoje celebram, o presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família lembra, em declarações à Agência ECCLESIA, que “o ideal proposto pela Igreja é o ideal da família fundada no sacramento do matrimónio, celebrado entre um homem e uma mulher que se unem por laços de amor humano”. D. António Carrilho, presidente da Comissão, analisa o ano de 2005, lamentando “os tantos problemas que detecto no âmbito da família em geral, inclusive na própria noção e compreensão da família”. Segundo este responsável, é importante dar a conhecer o projecto da família católica, “conhecer a sua identidade e missão” como tem sido dito pelos últimos Papas. “É preciso que as famílias fundadas sobre o sacramento do matrimónio católico se tornem as famílias que, em princípio, deveriam ser, como defendia João Paulo II”, indica. “Isto não é uma utopia, mas um ideal, um objectivo realizável que, no entanto, supõe uma descoberta dos valores que encerra e um caminho a percorrer, limando arestas e vencendo obstáculos”, aponta o prelado. A festa da Sagrada Família celebra-se todos os anos na quadra natalícia, no primeiro Domingo após o Natal. Quando o dia 25 coincide com um Domingo, contudo, a festa celebra-se a 30, como aconteceu este ano. “Com esta festa, a Igreja convida os fiéis a viverem o ideal cristão de família, com os olhos postos na Sagrada Família de Nazaré e colocando-se sob a sua protecção”, explica D. António Carrilho. “É importante que as famílias católicas dêem o seu testemunho de famílias felizes, sinais luminosos do amor de Deus no mundo, como dizia João Paulo II, apesar das dificuldades e problemas que muitas vezes têm de enfrentar”, acrescenta, pedindo-lhes que sejam capazes de viver “a dimensão do amor de caridade, amor oblativo para a comunhão das pessoas e aberto à vida”.
