Reitor do Santuário de Fátima pediu para se «combater a indiferença diante do sofrimento» de vítimas das guerras e da violência

Fátima, 02 jan 2026 (Ecclesia) – O reitor do Santuário de Fátima pediu aos peregrinos reunidos para a celebração da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, para “imitarem” a atitude de Maria que “conservou e meditou” nos “sinais que Deus quis revelar”.
“A atitude de quem é capaz de perceber os sinais da presença de Deus, a atitude de quem é capaz de reconhecer nos acontecimentos da vida o amor que Deus nos quer revelar. Conservar e meditar. Maria conservava no seu coração e meditava. Conservar e meditar as palavras e os acontecimentos significa estarmos atentos aos sinais deste Deus que se faz próximo de nós e que vem à nossa vida”, indicou o padre Carlos Cabecinhas, na homilia no dia 1 de janeiro, disponível na página da Internet do Santuário de Fátima.
O responsável quis valorizar o “sim” de Maria, que ao mostrar a sua disponibilidade para Deus”, mostrou ser possível “fazer Jesus nascer no mundo”.
O padre Carlos Cabecinhas convidou a “imitar” a atitude de Maria: “O desafio a aprender com ela a escutar o que Deus nos diz através dos acontecimentos e das pessoas que nos cercam. O desafio a aprender com ela a reconhecer os muitos modos pelos quais Deus se faz efetivamente presente nas nossas vidas”.

A partir das leituras na eucaristia da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, o reitor do santuário de Fátima indicou serem os “humildes e os pobres”, os “frágeis e necessitados de Deus”, que se alegrem com a vida.
Ao iniciar o ano de 2026, “não pedimos apenas a ajuda e a intercessão de Nossa Senhora, aceitamos também o apelo a imitarmos as suas atitudes para que, de facto, este ano novo signifique efetivamente Vida Nova, é o dito popular Novo Vida Nova”.
O padre Carlos Cabecinhas quis ainda lembrar na celebração as “vítimas das guerras e as vítimas da violência”.
“Não cedamos à tentação da indiferença diante do sofrimento de tantos irmãos e irmãs nossas por todo o mundo”, finalizou.
LS
