Família e Eucaristia: uma comunhão a construir

Conclusões das XVII Jornadas Nacionais de Pastoral Familiar “A Eucaristia reforça a comunhão familiar e é um elemento próprio da sua espiritualidade que ajuda a viver tarefas e responsabilidades específicas” concluiu-se nas XVII Jornadas Nacionais de Pastoral Familiar realizadas este fim de semana em Fátima, numa mensagem dos participantes às Famílias. Sobre o tema “Pão de Amor no coração da Família”, mais de 200 participantes, entre famílias (Pais e filhos), casais, jovens, e sacerdotes, vindos de quase todo o País e Região Autónoma dos Açores, debruçaram-se sobre questões relacionadas com a Família e a Eucaristia, em diversas perspectivas, inclusive aquelas mais susceptíveis de maior polémica. Abordado recentemente no Sínodo dos Bispos, o tema da “Eucaristia e casais recasados” foi também objecto de análise nestas Jornadas de Pastoral Familiar, promovidas pela Comissão Episcopal do Laicado e da Família (CELF). “Há novos caminhos que ainda não foram percorridos” afirmou o Pe. Manuel Rocha, da Diocese de Aveiro, convidado pela CELF para a exposição deste tema. “Os divorciados recasados são gente que espera uma palavra de acolhimento e de perdão”, sublinhou aquele sacerdote. Nesse sentido “a problemática da participação na Eucaristia dos casais recasados, remete-nos para a responsabilidade pastoral de encontrar caminhos novos, com criatividade e compaixão, na fidelidade à doutrina da Igreja e na solidariedade para com o sofrimento destas famílias”, consideram ainda as Famílias na mensagem final das XVII Jornadas Nacionais de Pastoral Familiar. Na história da Igreja “houve já uma caminhada que foi feita” afirmou D. João Alves, Bispo emérito de Coimbra. “Há alguns anos atrás estas pessoas eram excomungadas. Hoje, participam na vida da Igreja”, concluiu o Bispo vogal da CELF. Atentas às diversas situações dramáticas de muitas famílias, à indiferença religiosa, e até à perda da identidade religiosa, concluem as famílias presentes nas Jornadas Nacionais que “a fidelidade à Eucaristia, no seu ritmo litúrgico de Páscoa semanal, permitirá, sem sombra de dúvidas, dissipar qualquer forma de relativismo e integrar, na tessitura do quotidiano das nossas famílias, o absoluto do amor e da verdade que elas são chamadas a espelhar”.

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