
Angra: Cabido da Sé em exposição na Biblioteca Pública de Angra
Bispo diocesano D. Armando Esteves Domingues profere conferência «O Cabido ontem e hoje»

Angra do Heroísmo, Açores, 02 abr 2025 (Ecclesia) – A exposição ‘O Cabido Atlântico de Angra: fronteira da expansão da fé e da Coroa’ pode ser visitada entre hoje e 13 de setembro, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís Silva Ribeiro, em Angra do Heroísmo.
O bispo de Angra, D. Armando Esteves Domingues, profere neste primeiro dia da exposição, 2 de abril, a conferência ‘O Cabido ontem e hoje’, pelas 18h30 locais, mais uma hora em Lisboa, no auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís Silva Ribeiro (BPARLSR), informa a Diocese de Angra
A exposição ‘O Cabido Atlântico de Angra: fronteira da expansão da fé e da Coroa’ é promovida pela BPARLSR, a partir desta quarta-feira, e pode ser visitada até 13 de setembro, em Angra do Heroísmo.
O Cabido da Sé de Angra foi criado pelo Papa Paulo III, na bula da fundação da Diocese de Angra, sendo restabelecido no dia 11 de fevereiro de 2015, com a tomada de posse dos novos cónegos, após 15 anos de inatividade.
“Os cabidos são dos órgãos da organização e administração da Igreja mais antigos, cujo modelo radica no fim da Idade Antiga e inícios da Alta Idade Média, quando os padres viviam em comunidade nas catedrais dos centros urbanos, formando colégios à volta dos bispos à semelhança dos cardeais com o Papa. A vida em comum, mesmo tendo desaparecido no século X, não apagou do clero das catedrais a obrigação de recitar o Ofício em comunidade”, explica a Biblioteca Pública de Angra – BPARLSR, citada pelo portal online ‘Igreja Açores’ da Diocese de Angra.
O Cabido da Sé de Angra é um colégio de sacerdotes, ao serviço da Igreja diocesana e do seu bispo para o culto divino e para o ministério, constituído por 12 capitulares, existindo ainda cinco cónegos jubilados (com mais de 75 anos) e um honorário.
Durante os 15 anos de inatividade do Cabido da Sé de Angra, o então bispo diocesano, D. António Sousa Braga, não nomeou qualquer cónego, e promoveu uma reformulação dos Estatutos, que permitiu, por exemplo, a nomeação de cónegos capitulares residentes fora da ilha Terceira, e retomou também a função do Conselho de Ordens e Ministérios, informa o sítio na interne ‘Igreja Açores’.
CB
