Espaço de diálogo entre cristãos prepara celebração dos seus 45 anos e evoca fundadora falecida em outubro de 2019

Lisboa, 04 jan 2020 (Ecclesia) – O Centro de Reflexão Cristã (CRC) vai homenagear a sua fundadora Manuela Silva, economista falecida em outubro de 2019, dando início à celebração dos 45 anos da sua constituição.

Agendada para o dia 11 de janeiro, às 10h30, a sessão de reconhecimento vai contar com “testemunhos” de quem “conviveu, trabalhou e aprendeu” com Manuela Silva, colocando em relevo “algumas das suas áreas de intervenção”, indica um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

“Personalidade de referência a nível nacional e internacional, Manuela Silva foi fundadora e dirigente do CRC, tendo nele promovido a realização de estudos pioneiros sobre o combate à pobreza e à exclusão social”, indica a nota.

Na sessão de homenagem estão presentes Carlos Farinha Rodrigues, que irá abordar o “contributo de Manuela Silva como economista, na defesa de uma economia preocupada com a satisfação das necessidades básicas de todos, e sobre a ação que levou a que fosse considerada «o rosto português do combate à pobreza»”.

A Isabel Allegro de Magalhães foi proposta a reflexão sobre a riqueza do pensamento da economista falecida, “a coerência do seu exemplo vital, a importância da sua ação para uma sociedade e uma Igreja «mais femininas»”.

Rita Veiga irá referir-se ao “empenhamento de Manuela Silva na defesa da ecologia integral na linha da encíclica Laudato Si, na criação e implementação da Rede Cuidar da Casa Comum”, contributo que, indica o CRC, será “um legado de responsabilidade na reflexão e na ação”.

Para além dos três convidados, “haverá contributos de outras pessoas que acompanharam o seu compromisso cívico”, estando ainda prevista a leitura de textos de Manuela Silva pela atriz Susana Sá.

A homenagem a Manuela Silva marca o início das comemorações do 45.º aniversário do CRC, um espaço de diálogo “criado em 1975 por um conjunto de cristãos empenhados numa evangelização libertadora e na libertação do povo português”, que procura “prosseguir hoje de forma renovada a sua ação”.

LS

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