UE junta a sua voz aos que contestam a barreira na Cisjordânia Um dia depois da condenação de João Paulo II, a UE declarou-se hoje contra a construção do muro de segurança que separa Israel da Cisjordânia. O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Silvan Shalom, defendeu o empreendimento em Bruxelas, mas os Quinze incitaram Telavive a eliminar a sua política de segregacionismo. Para além do fim da construção do muro, a UE pediu ainda a Israel que ponha fim à sua política de construção de colonatos e à proibição de contactos oficiais com Arafat. A declaração aprovada pela UE recolhe as conclusões da quarta reunião do conselho da associação UE-Israel celebrada esta manhã e sublinha a importância de haver “canais de comunicação abertos e fluidos para todos os interlocutores da UE”. No mesmo texto, a UE declara-se “particularmente preocupada” com a construção do muro, já que “poderá prejudicar futuras negociações” e fazer com que a proposta de paz em marcha entre Israel e a Autoridade Nacional Palestiniana seja “fisicamente impossível”. A intervenção do Papa • João Paulo II contra «muros» na Terra Santa
