Presidente do CCEE, D. Gintaras Grusas, considera a unidade dos batizados um «poderoso instrumento» contra os conflitos armados e pede divulgação da nova «Carta Ecuménica»

Lisboa, 14 jan 2026 (Ecclesia) – A Presidência do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) convidou hoje os episcopados católicos do continente a dedicarem uma intenção especial de oração pela paz, durante a próxima Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.
O presidente do organismo, D. Gintaras Grusas, justificou o apelo sublinhando que a comunhão entre os fiéis constitui um meio eficaz para enfrentar a atual instabilidade global.
“A unidade entre os batizados em Cristo é um poderoso instrumento de paz em todo o mundo”, escreveu o arcebispo de Vilnius, numa carta enviada aos presidentes das Conferências Episcopais da Europa.
A iniciativa surge na sequência da assinatura da versão atualizada da ‘Charta Oecumenica’, celebrada em Roma a 5 de novembro de 2025, e pretende relançar o acolhimento deste documento fundamental para o diálogo interconfessional.
Num contexto marcado por “conflitos armados persistentes e tensões geopolíticas”, a mensagem evoca o 25.º aniversário da assinatura do documento original, em Estrasburgo, apelando a que a unidade se estenda a todas as partes em confronto para permitir a reconstrução da paz.
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e o Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC) vão lançar a 20 de janeiro, na Universidade Católica Portuguesa (UCP), a ‘Carta Ecuménica 2025’.
‘Há um só corpo e um só Espírito, assim como fostes chamados a uma só esperança – a da vossa vocação’, da carta de São Paulo aos Efésios, é o tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2026, que decorre entre 18 e 25 de janeiro.
D. Gintaras Grusas destacou a centralidade da dimensão espiritual neste processo de aproximação entre as Igrejas.
“A oração continua a ser ‘a alma de todo o movimento ecuménico’ e encontra uma expressão especialmente forte durante a oitava anual de oração pela unidade dos cristãos”, referiu.
O CCEE exortou as comunidades a empenharem-se numa receção “profunda e frutífera” da Carta atualizada, através de esforços renovados no diálogo, no testemunho partilhado e na formação.
OC
