A Igreja Católica nos Estados Unidos é a que oferece mais contribuições em dinheiro à Santa Sé, segundo confirmou esta quinta-feira o cardeal Sergio Sabastiani, presidente da prefeitura para os Assuntos Económicos da Santa Sé. Depois da Igreja dos Estados Unidos, em ordem de contribuição económica, encontram-se vários países europeus. “No ano passado não houve nenhuma diminuição nas contribuições dos Estados Unidos, que sempre estão no primeiro lugar nas ofertas”, manifestou o cardeal, durante a apresentação à imprensa do balanço económico consolidado da Santa Sé relativo ao ano 2003. Os dados desmentiram afirmações de órgãos de imprensa em meses passados, segundo as quais haveria diminuído decisivamente a ajuda da Igreja Católica nos Estados Unidos à Santa Sé, por causa dos escândalos atribuídos a sacerdotes neste país. Tanto o presidente da prefeitura como o contador geral, Paolo Trombetta, explicaram aos jornalistas que a Santa Sé tem uma política de manutenção de património e que procura investimentos seguros “ainda que sejam de baixo rendimento”. Neste sentido, declararam que os investimentos são conservadores e não especulativos.
