Medida visa responder a atraso processual na atribuição da residência permanente
Washington, 15 jan 2026 (Ecclesia) – A Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) manifestou a sua gratidão à Administração norte-americana pela alteração às regras dos vistos religiosos, medida que facilita a continuidade do trabalho pastoral de clero e religiosos estrangeiros no país.
“Esta alteração específica é um passo verdadeiramente significativo que ajudará a facilitar os serviços religiosos essenciais para os católicos e outras pessoas de fé em todos os Estados Unidos, minimizando as interrupções”, refere o comunicado assinado por D. Paul S. Coakley, presidente da USCCB, e o bispo Brendan J. Cahill, presidente do Comité de Migrações da USCCB.
A nova “Regra Final Provisória” altera os regulamentos para os detentores de vistos R-1, destinados a trabalhadores religiosos, eliminando a obrigatoriedade de permanecer um ano fora dos Estados Unidos após atingirem o limite máximo de cinco anos de estadia.
A medida visa responder ao atraso processual na atribuição da residência permanente, o chamado “green card”, cujos tempos de espera aumentaram, criando dificuldades às dioceses que dependem de missionários estrangeiros.
“Estamos extremamente gratos pelo trabalho da Administração para enfrentar certos desafios enfrentados pelos trabalhadores religiosos estrangeiros, seus empregadores e as comunidades americanas que eles servem”, sublinham os responsáveis da USCCB.
A Igreja Católica norte-americana, juntamente com parceiros inter-religiosos, alertava desde 2023 para as dificuldades criadas pela exigência de saída do país, especialmente em zonas rurais e isoladas onde a falta de clero é mais acentuada.
Apesar deste alívio regulamentar, a conferência episcopal mantém o apelo ao poder legislativo para uma solução definitiva.
“Continuamos a exortar o Congresso a aprovar a Lei de Proteção da Força de Trabalho Religiosa, que conta com o apoio bipartidário, a fim de proporcionar todo o alívio necessário e promover verdadeiramente o livre exercício da religião no nosso país”, concluem os bispos.
OC
