Relatório de fundação AIS apresenta «lista vermelha» de 26 países
Com base numa avaliação de países de todo o mundo, o Relatório da Liberdade Religiosa no Mundo 2021 da Ajuda à Igreja que Sofre conclui que as violações contra este direito humano fundamental se expandiram e aceleraram significativamente desde a nossa última pesquisa em 2018.
Cerca de quatro mil milhões de pessoas vivem nos 26 países classificados como sofrendo os ataques mais intensos à liberdade religiosa.
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Nos últimos dois anos, grupos jihadistas transnacionais, que perseguem sistematicamente todos aqueles que não aceitam a ideologia islâmica extrema, consolidaram a sua presença na África Subsariana.
Na China, o controlo estatal é cada vez mais opressivo. A vigilância em massa, incluindo a tecnologia refinada com inteligência artificial, um sistema de crédito social que recompensa e pune comportamentos individuais, e repressão brutal dos grupos religiosos e étnicos, impõem a supremacia do Estado.
Nalguns Estados do Médio Oriente, da Ásia do Sul e Central, e nos antigos países soviéticos, a liberdade de culto é garantida, mas não a plena liberdade religiosa.
Além disso, nalguns países, a conversão da religião maioritária é proibida por lei, enquanto noutros é suprimida em resultado de fortes pressões sociais.
Acontecimentos dramáticos no mundo – sejam eles em África, na Ásia ou mesmo no Médio Oriente – conduziram a um aumento sem precedentes das reivindicações mais graves – nomeadamente o genocídio.
O Relatório da Liberdade Religiosa reflete a missão da AIS de ser uma voz para aqueles que sofrem – e são silenciados – como resultado da perseguição.
“Num mundo onde as diferentes formas de tirania moderna procuram suprimir a liberdade religiosa, torna-se forçoso que os seguidores das diferentes tradições religiosas unam a sua voz para invocar a paz, a tolerância, o respeito pela dignidade e os direitos dos outros”.