Um objecto “que simboliza a passagem do militar para o grau de oficial” e “não um instrumento de combate” – foi assim que D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas e de Segurança, definiu as espadas benzidas, no passado dia 11 de Janeiro, na capela da Academia Militar, em Lisboa. Nesta celebração, presidida por D. Januário Torgal Ferreira e que contou com a presença de muitos militares, receberam a água benta cerca de 60 espadas. Para além deste ritual, o celebrante pediu a Deus que abençoasse “os símbolos dos novos oficiais e cujo serviço de militar se destina a estabelecer a paz no mundo e proteger os aflitos e desprotegidos”. O Bispo das Forças Armadas e de Segurança compara este momento com a “celebração da bênção das fitas dos estudantes universitários”. No fundo é um ponto de chegada e, simultaneamente, um ponto de partida para “a promoção da paz e da justiça”. E adianta: “esta espada é uma espécie de bandeira para aqueles militares”.
