Início das celebrações dos 80 anos do CNE do Porto No dia 11 de Setembro, a Junta Regional do Corpo Nacional de Escutas (CNE) deu início, na Fundação Eng. António de Almeida, no Porto, à abertura oficial das celebrações dos 80 anos do CNE na região do Porto. Em ano de festejos, os cerca de oito mil escuteiros desta região terão diversas actividades comemorativas. O escutismo é “uma marca muito forte” naquela região apesar das dificuldades de “penetração nos concelhos do interior” – disse à ECCLESIA Carlos Nobre, Chefe Regional. Ao olhar para a retaguarda, este dirigente refere que foram “milhares de jovens formados pelos valores que o escutismo imprime”. Valores activos e “de participação” para que “na sociedade haja cada vez mais empenho e intervenção” – salienta. Sendo o CNE um movimento da Igreja, este transmite-lhe um “rosto jovem” e – considera Carlos Nobre – é o maior “movimento de jovens da diocese”. As razões para este número considerável de escuteiros residem na forma de actuar. “Somos um movimento de fronteira e apelativo” – sublinha. Todas as actividades – acampamento, raid, jangadas – têm o seu significado. Elas por si “só chamam a juventude”. E avança: “serve para aqueles que estão dentro da Igreja e para aqueles que estão próximo”. Se a juventude é o pilar do CNE, os “adultos também são essenciais” porque “são eles que formam e ajudam os mais novos”. Com oitenta anos de vida, o chefe regional recorda também alguns marcos históricos. Para além dos acampamentos regionais, Carlos Nobre cita o “Congresso Regional, realizado em 1974, onde foram esclarecidas as linhas de orientação”. Em declarações à Agência ECCLESIA Carlos Nobre realça que no próximo dia 25 de Setembro “faremos a apresentação do CNE a outros movimentos”, no encontro diocesano de movimentos laicais, e, a 27 e 28 de Outubro, “teremos um painel, nas jornadas diocesanas dos leigos, sobre «Escutismo – movimento de educação e evangelização»”. Ainda no mês de Outubro, dia 23, será lançado aos escuteiros daquela região um repto: escreverem o «livro dos oitenta». Ao longo do ano celebrativo, cada agrupamento “terá de preencher uma folha do livro” – salientou Carlos Nobre. Um ano cheio de actividades onde não “faltarão as boas acções colectivas (por exemplo a recolha de sangue)” e “a renovação da sua promessa Escutista”. Ainda no âmbito das celebrações, Carlos Nobre adiantou que “estamos a pensar fazer uma exposição sobre os 80 anos do CNE no Porto”. Para ajudar neste evento “pensamos pedir aos artistas portuenses uma obra”. Apesar de ter oitenta ano de vida, o CNE na região do Porto “está sempre em renovação”. E conclui: “fomos, somos e seremos uma escola de referências de onde já saíram bastantes vocações sacerdotais”.
