O Conselho das Conferências Episcopais Europeias (CCEE) denunciou hoje a tentativa de impedir que a Igreja Católica participe na vida pública deste continente. A posição foi assumido pelo presidente do CCEE, D. Amédée Grab, para quem “apesar de se viver em estado de democracia na Europa, há ainda quem queria calar a Igreja”. Falando aos 34 participantes da assembleia plenária da Ccee, a decorrer na cidade inglesa de Leeds, o prelado criticou “uma visão comunista e um certo liberalismo” que acusa de intolerância. “Vivemos numa cultura que louva a tolerância, mas a tolerância não é igual para todos! Prega-se a tolerância, mas não se tolera que a Igreja fale publicamente, tentando relegar a Religião para a esfera privada”, atirou. De 30 de Setembro a 3 de Outubro, representantes das 34 conferências episcopais que fazem parte do CCEE (Conselho das Conferências Episcopais da Europa) fazem um relatório pormenorizado sobre o “estado de saúde” da Igreja na Europa e procuram descobrir caminhos de colaboração com outras religiões para erradicar o fundamentalismo e o terrorismo. Os participantes serão chamados a aprovar um programa para a III Assembleia Ecuménica Europeia. Outro tema em agenda será a análise das relações entre as Igrejas cristãs e as Instituições europeias, no contexto da aprovação do Tratado Constitucional e do debate sobre a referência a Deus ou às raízes cristãs nesse texto.
