O presidente da Conferência Episcopal da Nigéria, D. John Olorunfemi Onaiyekan, esclareceu que razões político-económicas levaram aos confrontos que na semana passada deixaram mais de 200 mortos na pequena localidade de Yelwa (província de Jos, capital do Estado nigeriano de Plateau). “É muito simplista definir estes confrontos como conflitos de religião”, explicou o arcebispo de Abuja. Para o líder católico, esta “é uma guerra entre pobres e o verdadeiro problema não é religioso, mas político-económico”. “Há grupos étnicos que procedem de outras regiões e que se instalaram sucessivamente na zona de Jos, mas continuam a ser considerados estrangeiros”, esclareceu à agência Misna. Plateau, um dos 36 Estados da Federação nigeriana, é habitado predominantemente por agricultores, cujas faixas extremistas consideram “colonizadores” os pastores nómadas de etnia Fulani, com quem disputam o uso das terras. “Como bispos pedimos que se defina o sentido da cidadania nigeriana, de forma que se possa eleger livremente o próprio domicílio”, sublinha o presidente da Conferência Episcopal local.
