Encontro de Liturgia contra a banalização do Domingo

A luta contra a banalização do Domingo e a formação dos agentes de pastoral litúrgica foram as ideias em destaque no 29º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, que hoje chegou ao fim. O Encontro, organizado pelo Secretariado Nacional de Liturgia (SNL), decorreu de 21 a 25 de Julho e teve como tema “O Domingo e a sua Celebração”, analisando sobretudo as celebrações que fazem deste dia o “Dia do Senhor”. D. António Taipas, presidente da Comissão Episcopal Litúrgica, referiu à ECCLESIA que se assiste “a uma certa banalização do Domingo, em todos os seus aspectos.” A celebração deste dia, porém, “continua a ser necessária para os homens, como tempo de descanso, como tempo de refazer as próprias forças, como tempo de refazer a própria vida”, explicou. Segundo este responsável eclesial, a reflexão sobre a celebração dominical e a sua participação pode ser uma via adequada de forma a encontrar soluções para combater a quebra na prática religiosa. “A diminuição da prática dominical estará ligada não só a eventuais faltas de fé ou a eventuais fugas da Igrejas, mas estou convencido que também pode estar ligada a uma certa necessidade que as pessoas vão sentindo de terem razões fortes para fazerem aquilo que fazem: ou as pessoas tomam consciência do que acontece ao Domingo, do que acontece na celebração e descobrem a sua beleza – e vão, depois, participar na celebração – ou continuarão a voltar as costas”, defendeu. A formação teórica e prática dos agentes de pastoral litúrgica apresenta-se, portanto, como uma preocupação incontornável para os responsáveis por esta área da vida da Igreja em Portugal. “Nós entendemos que é preciso instruir, é preciso ajudar as pessoas a descobrirem a beleza e a profundidade da celebração do Domingo para que nela descubram também a beleza e a profundidade da sua própria vida e para que, no fundo, entendam a vida como uma festa, entendam que a vida vale a penas ser vivida”, assegura D. António Taipa. Para o Pe. Pedro Lourenço, director do SNL, “é importante que cada ministro saiba o que tem a fazer. Mas é importante que todos tenham o sentido da unidade para que haja uma uniformidade maior no decurso da celebração”. Cm este objectivo a metodologia do encontro incluía uma série de conferências, durante a manhã, enquanto a tarde era dedicada à “Escola de Ministérios” – destinada a sectores específicos da Liturgia como os presidentes, acólitos, leitores, ministros extraordinários da comunhão e cantores. De destacar que a primeira tarde de escola de ministérios foi dirigida a todo este conjunto de agentes.

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