Emergência humanitária no Haiti

A coordenação Europa-Haiti, um conjunto de organizações de cooperação internacional, lançou hoje um alerta para a situação de emergência, a nível humanitário, no Haiti. De acordo com o documento, enviado à Agência ECCLESIA, “a população não tem alimentos suficientes e os serviços sanitários não chegam”. A este cenário negro há que junta que as actividades económicas e a produção agrícola estão paradas desde há meses, o que pode representar, segundo estas organizações, “o desenvolvimento deste povo, a longo prazo”. Entre as várias subscritoras deste apelo estão organizações católicas da Europa e a Christian Aid. O comunicado apela às Nações Unidas e à Organização dos Estados Americanos para que “demonstrem a sua solidariedade para com o povo do Haiti, no quadro de um esforço duradouro, que procure promover a reconstrução das instituições democráticas”. João Paulo II pedira, no passado Domingo que os haitianos tenham “a coragem de tomar as decisões que se impõem, nestes momentos tão difíceis”, convidando a comunidade internacional e as organizações humanitárias a ajudar o país caribenho. A situação de ingovernabilidade, de insegurança e violência contribui para piorar as já precárias condições socio-económicas do Haiti, pelo que o Pe. Wilnès Tilus, director da Caritas local, teme uma nova crise humanitária, devastadora para um País onde 65% da população vive abaixo do limiar da pobreza absoluta. O primeiro responsável da Cúria Romana a reconhecer a preocupação da Santa Sé pela situação no Haiti foi o Cardeal Angelo Sodano, secretário de Estado do Vaticano. À margem de uma conferência celebrada em Roma, o cardeal italiano confessou que “a situação no Haiti provoca muita preocupação”.

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