O Conselho Presbiteral da Diocese de Portalegre – Castelo Branco esteve reunido, dia 23 de Setembro, na Casa diocesana de Mem Soares, e apelou aos padres desta diocese que se “comprometam na pastoral vocacional” e que sejam “embaixadores do seminário junto dos jovens” – referiu à Agência ECCLESIA o Pe. Amândio Mateus, secretário do Conselho Presbiteral. O seminário menor “foi uma solução de outros tempos” por isso “achamos que os tempos novos reclamam novas soluções” – sublinhou. Como a diocese de Portalegre – Castelo Branco é muito dispersa, a dinâmica de Pré-Seminário que foi experimentada “não resultou a 100%” porque “é muito difícil esta junção”. Dificuldades que orientam a aposta vocacional “na formação dos padres para serem eles a fazer o acompanhamento numa primeira etapa” – frisou o Pe. Amândio Mateus. Actualmente, – adiantou – o seminário “tem sido pouco procurado” devido às dificuldades em “fazer uma pastoral sistemática e contínua”. E avança com números: “temos somente três alunos no 12º ano”. Nos estudos teológicos, a diocese de Portalegre – Castelo Branco tem cinco alunos no Seminário de Coimbra. Uma média “baixa” sobretudo porque “somos uma diocese muito extensa territorialmente”. Depois de uma série de anos sem ordenações, este ano aquele território eclesial terá “três ordenações” mas “faz-nos pensar que temos de nos empenhar fortemente na dinamização da pastoral dos seminários” – referiu o secretário do Conselho Presbiteral. Para a falta de vocações naquele diocese, o Pe. Amândio Mateus aponta como razão essencial “a falta de jovens”. Uma diocese “envelhecida” e que sofreu mutações sociais nos últimos anos: “de rural passou a urbana”. Alterações a juntar às dificuldades acrescidas neste último verão, os “incêndios que atingiram a nossa diocese de um extremo ao outro”. Perante “este castigo” será muito difícil fixar “os casais que têm 40/50 anos” – concluiu.
