93% das vítimas dos conflitos são civis, 90% das guerras nasce nos países menos desenvolvidos Aumentam as vítimas civis dos numerosos conflitos que se combatem no mundo: são homens, mulheres e crianças que não estão implicados com a guerra e que constituem já 93% do total de mortes provocadas pela guerra. Somente no Iraque, são 100.000 as vítimas civis dos combates, desde o início da ocupação. A nova pesquisa promovida pela Caritas Italiana com as revistas “Família Cristã” e “Il Regno”, evidencia a complexidade dos conflitos de todo o mundo e o nível de atenção da opinião pública. Com o título “Dos conflitos esquecidos às guerras sem tempo”, a pesquisa vai ser publicada nos primeiros meses de 2005, mas alguns dados foram já avançados pela agência do Vaticano para as missões, Fides. A pesquisa destaca que, diante dos 19 conflitos armados “de destaque”, como são definidos por uma terminologia técnica – Argélia, Burundi, Colômbia, Filipinas, Índia, Indonésia, Iraque, Israel e Palestina, Rússia (Tchetchénia), Sudão, etc. – se regista violência em larga escala e um número altíssimo de vítimas em muitos países como Afeganistão, Rep. Dem. do Congo, Quénia, Nigéria ou Paquistão. O número dos conflitos é, portanto, notavelmente mais alto. Evidente é a relação entre conflitos armados e dinâmicas de empobrecimento. A confirmação vem da alta porcentagem de guerras que continuam a eclodir nos países em desenvolvimento: 90% dos conflitos nasce exactamente nesses países mais castigados. Outros números da pesquisa: 35,5 milhões de refugiados, 300.000 menores utilizados em conflitos.
