Diocese do Funchal celebra padroeiro

A Diocese do Funchal homenageou, ontem, o seu padroeiro, São Tiago Menor, com a celebração da Eucaristia na Sé, presidida por D. Teodoro de Faria e concelebrada por diversos membros do Cabido. No início da celebração, D. Teodoro de Faria recordou que, ontem, por ser o primeiro domingo de Maio se celebrava o Dia da Mãe, e como tal saudou todas as mães desta Diocese “elas que são fontes de vida e educadoras das novas gerações. Algumas delas já são viúvas, outras abandonadas, outras mães solteiras, mas são pessoas formidáveis sem as quais o mundo seria muito diferente.” disse. Referiu ainda “que o 1.º de Maio é o dia do nosso padroeiro, São Tiago Menor. No século XVI, foi prometido, devido à peste, honrar aquele santo que foi evocado, no passado contra essa terrível epidemia. Hoje pedimos-lhes que ele nos livre das novas epidemias”. A outra efeméride que se assinala naquela data, o Dia do Trabalhador, foi também referida por D. Teodoro de Faria, recordando que nesse dia se celebra a festa de São José Operário, modelo de todos os trabalhadores. Na homilia relembrou que “o tempo pascal que estamos a celebrar constitui uma unidade que começou no Domingo da Ressurreição e termina no Domingo de Pentecostes. Este período de cinquenta dias forma como que um só dia, dedicado à vitória de Jesus Cristo sobre o pecado e sobre a morte. É o tempo da Páscoa que não permite que nos domingos se celebrem as festas dos santos. O 1.º de Maio é consagrado, na Diocese do Funchal a São Tiago Menor, que este ano tem a sua solenidade litúrgica, amanhã (hoje)”. Depois recordou a origem daquele festa “que nos evoca um tempo doloroso, de epidemia e morte e protecção do padroeiro que nos foi dado por Deus. Sempre que as calamidades caem na Terra e os homens não as podem afastar eles dirigem-se a Deus que lhes envia o Espírito Santo para ser o Consolador, iluminar a inteligência, ensinando o que devemos fazer. Ele ajuda-nos também através dos santos, através do amor que Ele coloca no coração dos homens de boa vontade que os leva a ajudar os que mais sofrem”. Depois de recordar o voto feito nesta Diocese, a São Tiago, no ano de 1521, quando a Madeira foi atacada pela peste, disse que aquela festa é “o resultado da fé e da oração dos nossos antepassados e nós hoje continuamos a pedir ao nosso padroeiro que nos proteja junto de Deus e afaste as epidemias e as pestes modernas, algumas das quais flagelam os povos, como a sida, o abuso do álcool, a malária e a tuberculose, principalmente na África”. E acrescentou que “apesar dos progressos da medicina, as epidemias fazem tremer os povos e os chefes das nações. As calamidades naturais quando se abatem sobre os países destroem cidades, causam inúmeras vítimas e mostram como a ciência e a técnica são impotentes para dominar as grandes forças da Natureza. Deus ao criar o mundo na Sua sabedoria e amor deu-lhes leis para o bem de todos e não para a destruição e a morte”. Referiu ainda que é “nos momentos das grandes desgraças, que encontramos pessoas que nos mostram uma maior generosidade, ajuda e compaixão para com os que sofrem”. Sílvio Mendes

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