Diocese de Leiria-Fátima dedica dois dias a Santo Agostinho

Nos dias 27 e 28 deste mês, a diocese de Leiria-Fátima dedica dois dias a Santo Agostinho, padroeiro da Diocese. Em paralelo, será inaugurada uma exposição de pintura dedicada à obra “Confissões” de Santo Agostinho Segundo uma nota de imprensa da Diocese de Leiria-Fátima, pretende-se com esta mostra assinalar a passagem desta data «com algo que nos falasse da sua procura espiritual», pelo que «propusemo-nos oferecer» um conjunto de telas sobre as “Confissões”, uma obra de Santo Agostinho e «referência obrigatória da cultura ocidental». A pintora Irene Gomes apresenta assim quadros sobre cada um dos 13 livros das “Confissões, 12 dos quais irão ser colocados nas capelas laterais da Igreja de Santo Agostinho, sendo que a última imagem, um retábulo de maiores dimensões, será colocada na capela-mor. Programa No dia 27 de Agosto, véspera da festa do Padroeiro da Diocese de Leiria-Fátima, às 21h30, faremos a abertura da exposição Augustinus, da autoria de Irene Gomes. No dia seguinte, dia 28 de Agosto, o Sr. Bispo da diocese de Leiria-Fátima celebrará a Missa da Festa, às 21h30, na mesma igreja de Santo Agostinho. 1) Exposição Augustinus Dada a dimensão deste homem de Deus e génio da humanidade, e querendo, no âmbito das iniciativas do Ano Agostiniano, assinalar a passagem desta data com algo que nos falasse da sua procura espiritual, propusemo-nos oferecer à igreja que lhe está dedicada na Diocese, um conjunto de telas sobre as Confissões, obra maior do nosso Padroeiro e referência obrigatória da cultura ocidental, valorizando assim o templo e a cidade. Neste sentido, pedimos à pintora Irene Gomes que criasse um quadro sobre cada um dos treze livros das Confissões. Doze, para colocar nas capelas laterais; e o décimo terceiro, um retábulo de maiores dimensões, para colocar na capela-mor, local onde, em tempos, terá havido um outro que as vicissitudes da história não permitiram que chegasse até nós. Simultaneamente, procurámos junto de pessoas, empresas e instituições, os apoios necessários para que fosse possível oferecer àquela igreja a obra encomendada. Os treze patrocinadores são os seguintes: o retábulo é oferta do Millennium BCP; e os quadros são oferta de: Beatriz Godinho; Cabido da Sé de Leiria; Edifício Comercial O Paço; Farmácia Higiene; Farmácia Sanches; Fundação Arca da Aliança; Joaquim Fonseca da Silva; Junta de Freguesia de Leiria; Maria Hercília Zúquet; Montepio Geral; Santuário de Fátima; Verde Pino. Entre 28 de Agosto e 14 de Novembro, das 14h30 às 18h30, a exposição terá acompanhamento e os visitantes poderão adquirir o respectivo catálogo. 2) Nota Histórica 1) Em Portugal, os Agostinhos podem agrupar-se sob as designações de Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, Eremitas ou Ordem de Santo Agostinho e Agostinhos Descalços. Houve, em cada um destes ramos, conventos masculinos e femininos. Ao território da diocese de Leiria, antes da extinção das ordens religiosas, chegaram os três ramos masculinos: os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho (em Leiria, desde meados do século XII até à criação da Diocese: 1545), os Eremitas de Santo Agostinho (em Leiria, desde 1576 até 1834), e os Agostinhos Descalços (em Porto de Mós, desde 1676 até 1834). Os Agostinhos que habitaram o convento de Santo Agostinho, em Leiria, chamavam-se Eremitas ou Ordem de Santo Agostinho. É sobretudo deles que agora nos ocuparemos. Ainda atrasada a conclusão das obras da Sé, obteve D. Frei Gaspar do Casal alvará do Rei D. Sebastião para construir, junto ao rio Lis e perto do Moinho de Papel, um convento de religiosos da Ordem ou Ermitas de Santo Agostinho, de quem tinha sido reformador em Coimbra. Mesmo com a oposição do Cabido, o Bispo levou por diante o seu intento, o que provocou graves incidentes no início das obras, segundo descreve o Couseiro. Estas começaram em 1577 e arrastaram-se até ao primeiro quartel do século XVII. As obras do convento começaram em 1579. Em 1834, extintas das ordens religiosas, instala-se no convento um quartel, e a igreja passa a capela do regimento militar. Em 1910, depois de algumas obras, a igreja veio a servir de refeitório do quartel. Em 1944, foi entregue à Diocese. Junto ao convento está o edifício do antigo Seminário Diocesano, mandado construir, em 1672, por D. Pedro Vieira da Silva e que, por escritura desse ano, ficou na posse dos religiosos do convento de Santo Agostinho. Em 1803, dado o seu estado de degradação, D. Manuel de Aguiar desanexa o Seminário do convento de Santo Agostinho e reforma o edifício, para o colocar ao serviço do Seminário no ano seguinte. Durante o século XIX, haveria de fechar ainda em 1810 e 1834, reabrindo de 1850 até 1910, data em que o edifício passou para a posse do Estado. Ali esteve o Regimento de Infantaria n.º 7 e, mais recentemente, o Distrito de Recrutamento e Mobilização. 2) Hoje, em Portugal, residem: desde os anos 70, a Ordem de Santo Agostinho, com uma comunidade a trabalhar na paróquia de Santa Iria da Azóia, diocese de Lisboa; desde 1976, a Sociedade das Irmãs de Santa Cruz, fundada em 1967, na Áustria, com duas comunidades: uma em Fátima e outra em Braga; e a Ordem dos Cónegos Regrantes de Santa Cruz, restaurada em 29 de Maio de 1979, com três comunidades: Fátima, Braga e Évora. Foi seu Primeiro Superior Geral, D. João Pereira Venâncio, ao tempo, bispo emérito da diocese de Leiria, cujo centenário natalício estamos a celebrar. Pe. Manuel Armindo Pereira Janeiro

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