Dificuldades dos imigrantes nos Açores

Após o sismo dos anos 80, a Ilha Terceira, no arquipélago dos Açores, recebeu um grande número de imigrantes caboverdianos mas nos “últimos anos o panorama migratório alterou-se e começaram a chegar brasileiros e da Europa do Leste” – disse à Agência ECCLESIA o Pe. Rui Pedro, Director da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM), que esteve no referido arquipélago, Ilhas de S. Miguel, Pico, Terceira e Faial, até dia 5 de Junho, para se inteirar da situação dos imigrantes. A construção civil é a grande actividade laboral destes imigrantes mas “a inquietação é patente” porque “o processo de reconstrução na ilha está a terminar”- referiu. Por sua vez, o Pe. Manuel Costa Freitas, director do Secretariado das Migrações da diocese de Angra, salientou à Agência ECCLESIA que as grandes preocupações “dos cerca de 7000 imigrantes naquele arquipélago situam-se sobretudo na área da Segurança Social”. Apesar de existirem “casos difíceis a situação não é gritante” – reafirma. Como alternativas «ao mundo da construção» aparecem “as áreas da pesca e da pecuária” apesar de a emigração “para o Canadá, Bermudas e Estados Unidos ainda ser frequente”. Ao nível de integração destes imigrantes, o director da OCPM salientou que tem “contornos diferentes de Portugal continental e aproxima-se um pouco à ruralidade”. Como as localidades açorianas são pequenas, o imigrante “é conhecido quase por toda a gente”. Situação que facilita a “integração nas comunidades” e está longe do “anonimato como às vezes acontece nos grandes centros urbanos”. Para além destes factores, o Pe. Rui Pedro destaca ainda “a grande proximidade entre as paróquias, imigrantes e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). E adianta que “a diocese de Angra tem sido uma das poucas que tem respondido ao apelo da OCPM, que é de realizar a Festa dos Povos”. O convite aos imigrantes para “as funções do Divino Espírito Santo” é outro factor de proximidade entre açorianos e imigrantes – destacou o Pe. Rui Pedro.

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