Deus e o cristianismo devem ter um lugar na Constituição

O presidente da Comissão dos Episcopados da União Europeia (COMECE) manifestou a sua surpresa ao presidente da Convenção Europeia, Giscard d’Estaing, pela ausência de uma referência explícita ao cristianismo na lista dos elementos destacados na evolução do velho continente. Na carta, enviada dia 5 de Junho e dirigida a Giscard d’Estaing, monsenhor Joseph Homeyer manifesta que, “sem desvalorizar as outras contribuições, nenhuma religião ou corrente filosófica inspirou tanto a Europa quanto o cristianismo”. O projecto do Preâmbulo da Constituição Europeia, publicado na semana passada, inspira-se “nas heranças culturais, religiosas e humanistas da Europa” que, segundo explica, foram “alimentadas inicialmente pelas civilizações grega e romana”, “e mais tarde pelas correntes filosóficas do Iluminismo”. Segundo o texto, estas são as raízes nas quais se funda a “visão do valor primordial da pessoa e dos seus direitos invioláveis e inalienáveis”. “Permita-me desta forma renovar a nossa proposta de uma referência a Deus na Constituição” – afirma o bispo de Hildesheim na carta. Uma lembrança dos limites do poder humano, e da responsabilidade ante Deus, a humanidade e a criação, “seria um sinal importante de que o poder público não é absoluto”.

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