Desafios para 118 bispos em terras de missão

Seminário de estudo para prelados de África, Ásia, América e Oceânia A urgência da animação missionária, a formação, a inculturação, o diálogo inter-religioso e o triplo fenómeno do nacionalismo, do tribalismo e das castas são os desafios que aguardam 118 bispos, nomeados recentemente, em países que dependem da Congregação para a Evangelização dos Povos. Assim o advertiu o cardeal Crescenzio Sepe ao abrir, dia 6 de Setembro, o seminário de estudos do Dicastério presidido por ele, no qual participam bispos de nações de língua francesa, espanhola e portuguesa de África, Ásia, América e Oceânia. “A animação missionária” é “uma primeira urgência à qual o nosso Dicastério sente o dever de dar uma resposta adequada” – explicou o purpurado aos participantes. “Dificuldades de natureza política, social e económica” dificultam a “primeira evangelização” – admitiu – mas “a força do Espírito impulsiona- nos a ir também onde há perigos de perseguição e de morte”. Por outro lado, o «particular contexto religioso e cultural» dos países de procedência dos bispos convocados para o seminário de estudos faz da «inculturação e do diálogo inter-religioso» outro «campo muito delicado no qual este Dicastério missionário pede vossa colaboração», disse o cardeal Sepe. Neste contexto, recordou que a inculturação «é um processo mediante o qual a catequese se encarna nas diferentes culturas, através, por uma parte, da íntima transformação dos autênticos valores culturais mediante a sua integração no cristianismo, e por outra, na radicação do cristianismo nas diferentes culturas». Aludindo aos perigos que a Igreja enfrenta, o cardeal Crescenzio Sepe citou as seitas, que «invadem a vinha do Senhor destruindo tudo quanto, com fadiga e amor, haveis semeado». Igualmente aludiu ao «forte crescimento e expansão do islão, que, sobretudo com sua expressão mais extremista e radical, põe em perigo a existência e sobrevivência do cristianismo».

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