Desafios aos cristãos mais jovens de Braga

O Dia da Juventude da diocese de Braga provou que, afinal, os jovens continuam na Igreja e interessados pelo anúncio do Reino. Na celebração deste dia, 10 de Abril, o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, lançou uma série de desafios aos cristãos mais jovens. Apelou ao desenvolvimento de um clima de santidade nas comunidades e movimentos, à revisão do teor das actividades juvenis, à revitalização da preparação das celebrações eucarísticas e à reavaliação do papel específico dos jovens nas paróquias.
Porque “é preciso lembrar a alguns párocos que os jovens não servem apenas para trabalhar, mas também para desenvolverem espaços de uma verdadeira espiritualidade cristã”. Nesta oferta duma pastoral “de nível alto estamos a criar as condições para que os jovens reconheçam que «Cristo quis precisar deles». Um projecto grandioso motiva os jovens e leva-os a um compromisso pessoal com Cristo, na Igreja, para bem da humanidade. Só a qualidade de vida dos grupos arrastará a juventude. É inútil entreter-se com a quantidade. Esta vale se for acompanhada pela exigência” – salientou D. Jorge Ortiga, durante a homilia da celebração.
Aproveitando a oportunidade de se ter feito coincidir o início da Semana de Oração pelas Vocações com o Dia Diocesano da Juventude, o prelado justificou que “a pastoral juvenil ou é vocacional ou não tem razão de existir”. “Pode parecer que os jovens encaram o amanhã dum modo superficial”, constatou o responsável, que acrescentou que, apesar disso, “mesmo em atitudes que parecem irreflectidas, estão à procura dum sentido e duma razão para viver”.
Perante uma assembleia com algumas centenas de jovens, o prelado admitiu que “tudo parte duma certeza: «Os jovens precisam de Cristo» para uma realização plena. Não estamos a impor um produto descontextualizado. Sabemos, pela história e por experiência pessoal, que Cristo continua a dizer algo de único e necessário. Daqui que a tarefa das comunidades e dos movimentos terá de ser situado nesta perspectiva e permanentemente nos devemos questionar: Que anunciamos? Que oferecemos? Onde gastamos as energias?”

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