No Domingo de Ramos, muitas dioceses celebraram o dia da juventude O Bispo do Funchal, D. Teodoro de Faria, desafiou os jovens da sua diocese a assumirem o seu papel na construção de “uma humanidade mais solidária”. Em referência ao Evangelho em que se narrou a Paixão de Cristo, o prelado questionou os jovens: “A quem vos pareceis na vida entre os figurantes que entram na via dolorosa de Jesus? Sois capazes de vigiar uma hora com Jesus frequentando a Eucaristia dominical para não cairdes em tentação? Tendes coragem e ousadia, como Simão de Cirene, para ajudar a humanidade que sofre a levar a sua cruz? Sois capazes, como o centurião junto à Cruz, de proclamar a divindade de Jesus, no meio dos vossos colegas de estudo, de trabalho, nos lugares de divertimento, perante os meios de comunicação social quando vos interrogam sobre a vossa fé? O Evangelho da Paixão interroga-nos “quem sou eu para Jesus Cristo?”. Em Proença-a-Nova, diocese de Portalegre – Castelo, os jovens também se congregaram à volta do tema “Domingo Dia do Senhor, Dia do Homem”. Cerca de sete centenas viveram este “dia de forma diferente. Apostámos mais na oração e formação” – disse à Agência ECCLESIA Fernanda Varelas, da Pastoral Juvenil daquela diocese. A taxa na prática dominical “não é muito alta nos jovens”. Estes optam mais pelas “missas de Sábado e o Domingo serve mais para descansar depois de uma noite na discoteca – revela Fernanda Varelas. Perante estes dados – frequentes em muitas dioceses – D. Teodoro de Faria continua a perguntar: “Tendes força moral para afirmar perante a nossa sociedade de consumo e bem-estar que a violência, o ódio, o desprezo dos mais fracos, a atracção pela droga, o álcool, a imoralidade não têm a última palavra na vossa vida? O homem e a mulher foram criados para outra felicidade” – acrescentou. Ao perder-se o sentido deste dia, Fernanda Varelas realça que o “O Domingo não é Domingo”. Esta realidade só se altera “se dermos mais formação aos jovens” e “fazermos ver-lhes que a igreja é construída com eles”. Uma construção em conjunto mas com uma “nova linguagem”. Os padres são poucos e com uma certa idade, o que “não facilita a integração” – disse aquele elemento da pastoral juvenil de Portalegre – Castelo Branco. “Precisa-se de mais simbolismo na missa” – acrescentou. Na diocese de Aveiro, o Dia da Juventude celebrou-se em Ílhavo. Os jovens, vindos de toda a diocese, reflectiram sobre a mensagem de João Paulo II para este dia. “Saímos do nosso contexto natural e partimos à descoberta” – disse o Pe. Rui Barnabé, responsável por aquele Departamento da diocese de Aveiro, à Agência ECCLESIA. Num contexto formativo, os jovens de Aveiro tiveram também oportunidade de visitar “uma feira com iniciativas dos diversos movimentos juvenis”. Com cerca de 15 stands, os diversos movimentos realizaram “uma feira evangelizadora” – relatou o Pe. Rui Barnabé. O dia da juventude teve também testemunhos dos jovens que estiveram “no encontro de Taizé, realizado em Lisboa”. Depois de tantos meses sem chuva, esta resolveu aparecer no Dia da Juventude o que “não ajudou a uma grande participação de jovens” – justificou o Pe. Rui Barnabé. Com uma equipa renovada, o responsável da Pastoral da Juventude adiantou que uma “grande maioria dos presentes veio pela primeira vez a este encontro”. A concluir a sua homilia, o Bispo do Funchal apelou aos jovens para serem verdadeiros cristãos. “Na cruz do Calvário, o Senhor carrega sobre si todos os dramas humanos. Não tenhais receio nem vergonha, caros jovens, de adorar, prostrados de joelhos, o Senhor que os Magos, conduzidos por uma estrela, adoraram em Belém”, disse. Para celebrar a nível diocesano o Dia Mundial da Juventude, os jovens da Diocese do Funchal reuniram-se no Colégio da Apresentação de Maria para reflectir sobre a Mensagem de João Paulo II para esta ocasião.
