Deputados europeus reafirmam importância da referência ao cristianismo

Está perto o acordo sobre a futura Constituição Vários eurodeputados promoveram hoje em Estrasburgo uma Conferência de Imprensa com o objectivo apelar à Presidência Irlandesa para que tenha em conta as muitas centenas de milhar de assinaturas de cidadãos de Estados-Membros da União Europeia, entre as quais se incluem 75 mil assinaturas portuguesas, que reclamam a inclusão do legado do cristianismo no futuro Tratado Constitucional europeu. Estiveram presentes Dick Roche, Ministro irlandês dos Assuntos Europeus, e os deputados Elizabeth Montfort (França), Elmar Brok e Peter Liese (Alemanha) e José Ribeiro e Castro (Portugal). Elmar Brok é o Presidente da Comissão Parlamentar dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu (AFET), assim como um dos representantes do Parlamento Europeu na Conferência Inter-governamental que agora se retoma. Tal como anteriormente fora feito junto da presidência italiana, a iniciativa destes parlamentares visava recordar à presidência irlandesa “a adesão maciça dos povos europeus ao reconhecimento expresso, no Tratado Constitucional em discussão, do facto religioso e da importância do legado do cristianismo”, bem como do diálogo institucional com as igrejas. Sobre a constituição Europeia, o presidente em exercício do Conselho, Dick Roche, disse hoje que “nunca estivemos tão próximos de um acordo”. O responsável informou o plenário do Parlamento que ainda hoje os representantes dos Estados-Membros se irão encontrar em Dublim para discutir alguns dos temas não-institucionais ligados à futura Constituição. A ideia é agora deixar o mínimo possível de decisões importantes para o Conselho Europeu de Junho. Por isso mesmo, os ministros dos negócios estrangeiros irão tentar chegar a acordo sobre a maior parte dos assuntos ainda em aberto na sua reunião de 17/18 de Maio. Hans-Gert Poettering agradeceu o trabalho da Presidência irlandesa, afirmando que “tanto ela como a Europa no seu todo merecem que a Constituição seja já aprovada em Junho”. Contudo, assinalou que o grupo PPE “continua a defender a necessidade de se mencionar a herança cristã da Europa no preâmbulo da Constituição”.

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