Dedicação do novo altar da Sé de Faro

No dia em que a liturgia assinalava a Festa da Apresentação de Jesus no Templo, na Diocese do Algarve apresentava-se o templo à comunidade cristã. Fechada há três anos para trabalhos de recuperação, a Sé de Faro celebrou agora a sua reabertura com a dedicação do novo altar. D. Manuel Madureira Dias disse à Agência Ecclesia que este acontecimento não foi preparado, foram os acontecimentos que o precipitaram e como tal não houve nenhuma dinamização a nível diocesano. Apesar de tudo, o bispo do Algarve, sublinhou a importância do acontecimento dizendo que “quase 40 anos depois do Concílio Vaticano II vamos finalmente ter um espaço litúrgico como convém”. Este é um espaço de culto agora revalorizado pela recuperação e restauro de grande parte do seu recheio artístico. Retábulos, capelas laterais e estruturas do edifício foram objecto de intervenção. Mas novos são também os lugares centrais deste templo. A cátedra símbolo do magistério que corresponde ao bispo, e o altar, local que perpetua de maneira sacramental o sacrifício de Cristo. Altar que, por ser novo, precisava ser dedicado: um gesto que se iniciou com a deposição, debaixo do altar, das relíquias dos mártires Simplício, Bonifácio e Aurélio; depois o Bispo da Diocese procedeu à unção do altar com o óleo do Crisma que era derramado para o configurar como símbolo de Cristo. A nova Sé de Faro, ou Igreja Catedral de Nossa Senhora da Assunção, é novamente o centro litúrgico e a Igreja Mãe da diocese.

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