Rocha Felício – Perfil Nos finais da longínqua década de cinquenta deram entrada no Seminário de Fornos de Algodres mais de 50 rapazes oriundos das redondezas. No meio do grupo estava um, o único que receberia o Sacramento da Ordem: D. Manuel da Rocha Felício, bispo auxiliar de Lisboa. Em tempos de despedidas da diocese que o viu nascer, Viseu, os amigos organizaram-se e têm realizado momentos de convívio, porque a entrada na diocese de Lisboa está próxima, 22 de Janeiro de 2003. Num desses encontros, cerca de 20 colegas que entraram com ele para o Seminário de Fornos de Algodres jantaram com ele e recordaram alguns episódios. Na opinião de Augusto Marques, colega de entrada e agora advogado, D. Manuel Felício “era traquina como os outros, algo próprio da idade, mas já se destacava”. E adianta: “Eu fui o último a sair, dos cinquenta e três que entrámos naquele ano, por isso tenho uma relação próxima dele. Acima de tudo é um homem laborioso e dedicado aos projectos. Um verdadeiro pastoralista”. Declarações que Sebastião Formosinho Sanches, Presidente do Centro Regional das Beiras da UCP, corrobora: “Ao longo dos últimos anos temos trabalhado em múltiplos projectos e notei sempre nele um grande empenho”. E avança: “perdi um verdadeiro braço direito mas a diocese de Lisboa ganhou um bom bispo”. Os seus amigos de infância, nos quais está incluído o seu irmão Fernando da Rocha Felício, recordam-lhe “a sua alegria de viver e as qualidades humanas”. Um “amigo que todos gostariam de ter” – referiu Delfim Cardoso, médico e amigo de infância do novo bispo auxiliar de Lisboa. D. Manuel Felício recordou à Agência ECCLESIA alguns momentos importantes do seu trabalho pastoral. Não destacou nenhum em especial, mas salientou “o trabalho feito em Mangualde, no Seminário de Viseu, no Centro Pastoral e na Universidade Católica”. Trabalhos Pastorais “para o qual fui incumbido e tentei fazer e dar o melhor de mim mesmo”. D. Manuel Felício também está ligado às questões ecuménicas. Um trabalho que ele qualifica “como o verdadeiro caminho da Igreja”. Perante a pergunta: “Se o Ecumenismo era uma realidade ou uma utopia?” A sua resposta foi peremptória: “O Ecumenismo é um caminho… Um trajecto com algumas curvas mas com uma meta”. O optimismo e empenho do Secretário da Comissão Episcopal da Doutrina da Fé, que D. Fernando da Luz Soares, Bispo da Igreja Lusitana, qualifica como um homem “que demonstrou caminhar na relação ecuménica”.
