“Quando lançamos a semente à terra não vemos o fruto logo” – foi assim que D. Manuel Pelino, Bispo de Santarém, avaliou os cinco anos de trabalho pastoral neste território eclesial. Depois de alguns anos como bispo auxiliar do Porto, o prelado, está na diocese scalabitana desde 1998, realçou à agência ECCLESIA que “os indicadores ainda não são precisos” mas “tenho procurado estruturar os serviços diocesanos e formar os cristãos”. Uma preocupação “constante” – adianta. Depois de sublinhar que a diocese de Santarém está “em processo de Nova Evangelização”, D. Manuel Pelino não sabe “se a diocese é descristianizada ou nunca foi, suficientemente, cristianizada”. Uma célula da Igreja dos “arrabaldes de Lisboa” onde a cristianização “não teve a mesma intensidade do centro”. E acentua: “nunca se é na perfeição cristão. É um processo em constante aperfeiçoamento”. Sendo natural das terras do Mondego, D. Manuel Pelino exerceu o seu múnus episcopal junto das margens do Douro e agora vive colado ao Rio Tejo. Um percurso com proximidades fluviais que leva o prelado a referir “que os rios são movimento e renovação” em direcção ao mar, tal como as dioceses – “são uma porção da Igreja que procuram alcançar a comunhão e a unidade”.
