D. Laurindo Guizzardi espera maior colaboração entre Igrejas irmãs

Bispo brasileiro fala dos novos ciclos migratórios vividos em Portugal e no Brasil D. Laurindo Guizzardi, coordenador da Pastoral para os brasileiros no exterior, disse hoje em Fátima que a sua visita pastoral ao nosso país tem como objectivo “contribuir para uma maior colaboração entre as nossas Conferências Episcopais” face aos novos ciclos migratórios vividos em Portugal e no Brasil. “Sinto que, no desempenho desta função, tenho a oportunidade de estreitar os laços de amizade e colaboração entre a Igreja no Brasil e a Igreja em Portugal”, afirmou na conferência de imprensa que marca o arranque da Peregrinação Internacional do Migrante e do Refugiado, a que preside em Fátima. O prelado centrou a sua intervenção sobre os movimentos migratórios que afectaram e afectam a vida do Brasil, lembrando que o mesmo “foi construído pelos migrantes”, em especial os portugueses. “Hoje o Brasil é um país que se abeira aos 200 milhões de habitantes e tem a fisionomia marcada com os traços de muitos povos e nações. Em consequência, manifesta uma cultura aberta e acolhedora”, observou. Da mesma maneira que em Portugal, país tradicionalmente de emigrantes, se vive uma nova época com a chegada de centenas de milhares de imigrantes, também no Brasil há lugar a mudanças históricas. “Nas últimas décadas do século XX, o Brasil tornou-se um país de emigração. Os brasileiros, que estavam acostumados a acolher os migrantes, começaram a voltar a sua atenção para o exterior”, disse D. Laurindo Guizzardi. Para prestar serviço religioso e social aos emigrados, à imitação da Obra Católica Portuguesa de Migrações, no Brasil surgiu a Pastoral para os Brasileiros no Exterior. “É dentro do objectivo de levar aos migrantes o ‘conforto da Fé e o sorriso da Pátria’ que estou hoje marcando presença em Portugal, onde um grande grupo de brasileiros veio a se inserir”, disse o prelado. “Confio que este gesto de boa vontade e esta união de esforços ajude a Igreja no Brasil, ao mesmo tempo a dar o seu contributo fraterno à Igreja irmã de Portugal, e a aprender dela o empenho pelos grandes ideais da religião e da pátria”, concluiu.

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