Culturas diferentes deram as mãos

Encerramento da Festa dos Povos em Braga “Uma oportunidade de comungar a fé e exprimir a fé no mesmo Jesus” foi assim que monsenhor Joaquim Morais da Costa descreveu a celebração ecuménica que ontem, dia 25 de Abril, congregou, na igreja do Seminário Conciliar, em Braga, cerca de cem pessoas. A iniciativa, participada por monsenhor Joaquim Morais da Costa (Igreja Católica) e pelos padres Vasil e Dimitro (Igreja Ortodoxa), marcou o encerramento da Festa dos Povos, que, durante vários dias, animou a cidade de Braga e contou com a colaboração da Comunidade de Cristo de Betânia. A celebração começou com um Ofício de Nossa Senhora, em ucraniano, seguindo-se uma dança, a encenação da passagem do Evangelho que retrata o episódio da Samaritana, um salmo, a oração do Pai-Nosso e a encenação de uma canção. A oração do Pai-Nosso, cantada por duas vezes, representou um momento de união, já que católicos e ortodoxos deram as mãos. No final da celebração, o presidente da Delegação Distrital de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa, Francisco Alvim, realçou que “o mundo seria diferente se nele imperasse o amor de Deus e não o ódio”. “Acho que esta é uma forma maravilhosa de encerrar a Festa dos Povos, este cruzamento de culturas e entrosamento de pessoas de várias procedências” – referiu, acrescentando que a Festa “procurou que todos dessem as mãos para tornar o mundo melhor”. Segundo o responsável distrital da Cruz Vermelha Portuguesa, “às vezes maximiza-se o que separa as pessoas e minimiza-se o que as une”.

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