XVII Encontro Nacional da pastoral da Saúde A cultura dominante manifesta uma “significativa insensibilidade perante os problemas da deficiência”. Para que esta situação seja ultrapassada, os cerca de 1200 participantes do XVII Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, realizado em Fátima, de 25 a 28 de Novembro, propõem uma “consciência maior do problema da exclusão das pessoas com deficiência e da urgência em construir uma cultura da inclusão” – referem as conclusões finais do encontro. “Inclusão ou Exclusão – a pessoa com deficiência no meio da cidade” – foi o lema central desta iniciativa, promovida pela Comissão Nacional da Pastoral da Saúde, que concluiu também que perante as barreiras existentes deve existir um esforço das comunidades cristãs na “eliminação das barreiras que impedem à pessoa com deficiência a inclusão a que tem direito na sociedade”. Perante as barreiras arquitectónicas deve-se “procurar em todas as igrejas e edifícios já construídos ou a construir a acessibilidade necessária à participação activa das pessoas com deficiência”. A tentação do assistencialismo e de um deturpado conceito de caridade limitam “a relação optimizante e contrariam o dinamismo da solidariedade, a única que conduz à inclusão, na cidade, das pessoas com deficiência” – sublinha o comunicado final. O apoio às famílias com filhos deficientes, “da sua aceitação nas escolas católicas, do seu acompanhamento na cultura até ao limite máximo de que for capaz, para o seu pleno desenvolvimento” foi outro ponto referido pelos participantes. E acentuam: “reconhecer o valor profético da pessoa com deficiência e saber ler os sinais que transmite na sua forma original”. Para aqueles que trabalham com estas pessoas apelou-se à aquisição de “competência específica por parte dos profissionais de saúde e a preparação de voluntariados especializados nas várias situações de dependência” – salienta o documento.
