Levando a sério o desafio da vice-presidente do Governo espanhol, a Plataforma HazteOir elaborou o relatório intitulado “Crónica dos ataques do Governo e do PSOE contra a Igreja Católica” nos últimos nove meses. É a resposta à declaração de Maria Teresa Fernández de la Vega à TVE em 16 de Novembro: «gostaria que me concretizassem em que se sentem perseguidos os cidadãos deste país que professam a religião católica, no que se refere ao exercício dos seus direitos fundamentais». Segundo a HazteOir — ver www.hazteoir.org —, o relatório «responde a esta questão e demonstra que existe uma campanha contra a liberdade religiosa baseada em ataques mais ou menos patentes». E, ao mesmo tempo, demonstra-se que «o Governo [de Zapatero] mente ao defender que a sua campanha laicista é uma invenção da Igreja». Os dirigentes da HazteOir acreditam que «o Governo assiste agora com crescente receio à reacção de um enorme sector de cidadãos que se sentem atacados, e esforça-se por fazer crer que tal “confrontação não existe” e que é “uma história um pouco fantástica” — como disse a vice-presidente — criada por uma hierarquia católica divorciada dos leigos». Segundo Ignacio Arsuaga, presidente da Plataforma, «estas tentativas disfarçadas de camuflar o acinte a um enorme grupo de cidadãos, culpando a hierarquia católica, é mais um passo na estratégia da perseguição laicista contra todos os crentes». O relatório recolhe declarações de representantes do Governo e pessoas próximas do PSOE, nas quais — segundo a HazteOir — fica demonstrado «não só a tentativa de governar contra os crentes, mas também o chamado carácter “religofóbico” de importantes membros do Governo e PSOE». O relatório abunda em manifestações como as de José Luís Rodríguez Zapatero numa corrida durante a campanha eleitoral em que defendeu a necessidade de «mais ginástica e menos religião»; as declarações da actual ministra da Cultura, Cármen Calvo, quando era vereadora em Córdoba: «Desconheço o que ainda faz a Igreja Católica neste país»; ou o comentário, este mais recente, de José Blanco qualificando de «cheias de caspa» «as tomadas de posição dos bispos católicos e milhões de fiéis que as defendem». HazteOir «rejeita a opinião de que a reacção dos crentes é desproporcionada» e afirma que «as medidas propostas ao longo desta campanha atentam contra direitos humanos fundamentais». «Estão a tentar criar distância entre os bispos católicos, seus fiéis e outras confissões religiosas, para abafar a sua voz», acusa Ignacio Arsuaga, segundo o qual «as iniciativas de protesto contra este atropelo estão a ser organizadas e promovidas por cidadãos com múltiplas convicções religiosas».
