Cristãos palestinianos mais longe dos Lugares Santos

A construção do “muro de segurança” na Cisjorndânia, por parte do governo israelita, vai mudar a vivência da Semana Santa na terra onde Jesus nasceu e viveu. Os mais prejudicados com esta situação são os cristãos palestinianos, obrigados a desvios de mais de 30 minutos para poder chegar ao Monte das Oliveiras ou ao Santo Sepulcro. Simon Musleh conta à agência norte-americana CNS que, para evita complicações, deixa o seu carro no lado israelita do muro, junto dos complexos habitacionais construídos pelos Franciscanos e corta por bocados da barreira que ainda estão por completar, atravessando propriedades que são pertença das Irmãs Combonianas e dos Padres Passionistas. “Mesmo assim, a minha família tem de passar por um ou dois postos de controlo israelitas para poder participar nas cerimónias”, lamenta. Antes da initifada, chegar a Jerusalém vindo de Betânia levaria cinco minutos. Vinte famílias católicas de Betânia tinham residência nos complexos habitacionais construídos pelos Franciscanos – com o objectivo de fixar as populações católicas na Terra Santa -, mas desde o início da segunda intifada e da construção do muro, muitas delas foram deslocadas para Jerusalém oriental. A Custódia Franciscana da Terra Santa contesta desde o início o “muro de segurança” na Cisjordânia, considerando que esta construção tem limitado os movimentos das populações e chegou mesmo a roubar os terrenos que estavam destinadas à construção de habitações para os cristãos. Aliás, o pessimismo a este respeito é cada vez maior: “destruíram casas dos palestinianos para construir este muro, fecharam estradas em Belém e isolaram populações, as consequências desta situação estão a ser pagas por todos”, lamentam os religiosos.

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