Crimes no Darfur em julgamento

Os eventuais crimes de guerra e contra a Humanidade cometidos na região sudanesa de Darfur, desde Fevereiro de 2003, em resultado de uma guerra civil que já terá causado cerca de 300 mil mortos, serão objecto de investigação pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), a pedido do próprio Conselho de Segurança da ONU. As autoridades sudanesas – acusadas de recorrer a milícias árabes (os “janjaweed”) para executar uma política de terra queimada na zona – recusaram até agora colaborar com o TPI por considerarem que cabe à justiça nacional sudanesa julgar os suspeitos de terem cometido tais crimes. As conversações de paz sobre a crise do Darfur serão retomadas depois de amanhã, em Abuja, Nigéria, sob a égide da União Africana. Os dois movimentos rebeldes de oposição mais importantes do Sudão comprometeram-se a relançar a negociação sobre a região do Darfur com o governo do país, após uma reunião celebrada em Maio, na sede da Comunidade de Santo Egídio, em Roma. Mais de dois milhões de pessoas tiveram de abandonar as suas casas desde o início da crise no Darfur, em 2003, que já provocou mais de 1,6 milhões de refugiados, de acordo com a ONU. Em Dezembro de 2004 interromperam-se as negociações de Abuya pela paz no Darfur entre o governo do Sudão e estes dois movimentos armados da oposição. Os movimentos retiraram-se da mesa de negociações, celebrada com a mediação da União Africana.

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