Religiosa Franciscana Hospitaleira da Imaculada Conceição sugere a música «Junto à praia, junto ao mar»

 

Lisboa, 19 ago 2020 (Ecclesia) – A irmã Maria Amélia Costa disse que a sua música “é muito simples, é uma música franciscana”, que só começou a compor na congregação religiosa, e dentro da temática destas ‘Conversas aGOSTO’ destaca ‘Junto à praia, junto ao mar’.

“A minha música é muito simples, é uma música franciscana; Eu cuido muito a mensagem vi na música um meio, um instrumento, um canal, para levar o Evangelho, para levar mensagem. A mensagem anda-me aqui dentro muito mais tempo do que propriamente a música”, explicou a Franciscana Hospitaleira da Imaculada Conceição.

A irmã Maria Amélia Costa com mais de 50 anos de vida religiosa e com um reportório musical extenso afirma que “é difícil escolher uma música” mas dentro do tema destas conversas na Agência ECCLESIA durante o mês de agosto, destacou ‘Junto à praia, junto ao mar’, onde ‘um dia Jesus passou’.

“O chamamento de Jesus tem muito a ver com o mar, com a viagem, a partida, as outras margens e nessa canção ‘Junto à praia, junto ao mar’ retrato o meu sim, a minha chamada, talvez o meu primeiro sim. Já nessa altura dizia: ‘Conheci a tempestade, conheci o mar revolto, mas também o mar calmo’”, desenvolve, observando que “já falava do mar como metáfora da vida” nas suas composições.

A religiosa das Franciscana Hospitaleira da Imaculada Conceição recorda que foi na congregação que sentiu que a música era uma forma imprescindível de se expressar, “num dia de retiro, com a comunidade” e começou a “compor umas coisas sem perceber o que era” e depois percebeu que era uma canção.

“Num momento forte de espiritualidade, retiros comunitários, dei por mim a compor e no Ano Mariano saiu o primeiro álbum mas antes já tinham saído duas ou três cassetezinhas caseiras e dei-me conta que isto vinha de algum sítio, vinha de cima”, acrescentou.

Nesta época, a irmã Maria Amélia Costa já estava no colégio de São José, em Vila Real, para onde foi aos 21 anos ministrar a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, a sete turmas.

“Eu senti que a música era importante, eu tocava piano, a partir do momento que comecei a dar aulas de Moral e comecei a ver que ia pelo caminho do ensino e da pastoral juvenil não podia levar o piano atrás de mim mas podia levar outro instrumento, então fiz quase uma escolha de aprender viola para conduzir a mensagem; Peguei na viola e comecei a ver que era simples de tocar e com uma antiga aluna, que também tocava muito bem, começou a desafiar-me”, desenvolveu.

A cantautora de música de inspiração cristã afirma que não faz “música de encomenda” mas, “acontece muitas vezes”, ficar a pensar se “uma frase bombástica do Papa” dava uma boa mensagem.

Segundo a Franciscana Hospitaleira da Imaculada Conceição, que só começou a compor música depois de ser religiosa, “quando era nova queria era cantar os autores da época”, como o Henrique de Carvalho e o Zeca Afonso, e lembra que começou a aprender piano mas a professora queria que olhasse para a pauta que a “enquadrava muito e não dava asas”.

A irmã Maria Amélia Costa, religiosa de 73 anos, está esta semana no programa de rádio da Ecclesia na Antena 1, pelas 22h45, e nas «Conversas aGOSTO», disponíveis online, de segunda a sexta-feira, a partir das 17h00.

LS/CB

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