Para se construir a paz “é necessário que as pessoas tomem consciência que esta começa por nós próprios” – disse à Agência ECCLESIA Margarida Saco, Secretária Geral da Pax Christi – Secção Portuguesa, a propósito do encontro deste organismo, realizado, de 12 a 14 de Setembro, no Porto, subordinado ao tema “Eu, os outros e o mundo”. Como as pessoas “não vivem isoladas”, Margarida Saco adianta que neste momento de globalização “é necessário perceber que podemos construir a paz”. Depois do 11 de Setembro de 2001, o conceito de Paz tem sido objecto de várias reflexões. Uma temática “que não é rotineira” e avança: “penso até que as pessoas estão mais despertas para as questões da paz”. Apesar de reconhecer que há muita gente que fala de paz “e não a vive” porque para “nós a paz não é a simples ausência de guerra”. Acima de tudo passa por um “esforço pessoal” e “empenhamento no dia à dia” – refere Margarida Saco. Para que o mundo viva em paz, Margarida Saco aponta alguns tópicos: “disponibilidade interior” para reflectir estas questões e “tentar, junto dos outros, resolver os conflitos de forma não violenta”. Um conceito com determinada dose de utopia mas “são as utopias que movem o mundo” – sublinha a Secretária Geral da Pax Christi – Secção Portuguesa.
