Conferência Episcopal Venezuelana pede transparência nas próximas eleições

A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) acaba de publicar uma Nota onde exige transparência no próximo processo eleitoral no país e condena os dirigentes da oposição que retiraram a sua candidatura nos últimos dias. “Os dirigentes políticos devem estimular responsavelmente a participação dos cidadãos e não fazer jogo com quotas de poder, individuais ou partidários, que distorcem o sentido e o exercício da função pública”, refere o comunicado para as eleições regionais e municipais de 31 de Outubro. Após as suspeitas de fraude que envolveram o referendo revogatório presidencial do passado 15 de Agosto, os Bispos exigem ao Conselho Nacional Eleitoral “as condições legais e administrativas” que garantam mecanismos de voto transparentes. A situação política no país preocupa a CEV. A Coordenadora Democrática, que aglutinava a oposição, desmoronou-se após a derrota em Agosto; os dois partidos políticos mais importantes limitam-se a concorrer para “garantir quotas de poder”; outros sectores da oposição apelam à abstenção e retiraram candidaturas para estimular um boicote geral. Perante esta situação, a Igreja Católica na Venezuela veio a público afirmar que a missão dos dirigentes políticos não é essa, mas antes “desenhar programas e ofertas que respondam às necessidades da população”. “É fundamental e urgente recuperar a importância de uma vida política coerente com os postulados democráticos, que não defraude as expectativas das gentes, em particular dos mais pobres”, assinalam. O texto recorda que “o exercício do voto é um direito e um dever” e que “a condição de cidadão chama-nos a participar para que sejamos membros activos e não espectadores passivos nas decisões que correspondem a todos”.

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