Morte de Arafat lembrada no encerramento da Assembleia Plenária da CEP O Cardeal D. José Policarpo, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), manifestou hoje o desejo de que a morte de Yasser Arafat “não agudize as tensões e dê lugar a soluções mais ponderadas, mais democráticas em última análise”. “Arafat foi um homem apaixonado pelo seu povo, que granjeou progressivamente, não só respeito, mas credibilidade”, afirmou em conferência de imprensa. O Patriarca de Lisboa falava aos jornalistas no encerramento da Assembleia Plenária da CEP, decorrida em Fátima de 8 a 11 de Novembro. “Esperamos que a morte de Arafat dê lugar a uma solução mais claramente democrática, dentro da própria comunidade palestiniana”, assinalou. Considerando o presidente palestiniano como “o rosto visível de uma causa que todos nós consideramos justa”. D. José Policarpo espera agora que as mudanças na Terra Santa possam facilitar o diálogo com o Ocidente, “de quem depende em grande parte patrocinar uma solução final para a conviência pacífica entre a Palestina e Israel, cada um com a sua dignidade estabelecida e reconhecida”. Na sua intervenção, o Cardeal-Patriarca dedicou uma palavra especial ao povo palestiniano, “cujo drama começou em 1948, tornando-se um povo apátrida”, e à multidão de refugiados que se foi juntando nas fronteiras com Israel e nos países vizinhos. “A causa palestiniana evoluiu para uma identidade nacional, desenvolvendo uma diplomacia em ordem à criação de um Estado palestiniano, que tem sido a base das negociações actuais”, lembrou.
