A crise política e social que marca a vida no Togo preocupa profundamente os Bispos do país, para quem “agora mais do que nunca é tempo de uma reflexão profunda para tirar lições de lucidez e sabedoria”. A situação de tensão obrigou, na passada semana, o presidente investido Faure Gnassingbé a renunciar à presidência do Togo, já sob a ameaça de novas sanções internacionais. Para o futuro, a constituição prevê que seja o presidente da Assembleia Nacional a assegurar interinamente o cargo de chefe de Estado do Togo responsabilizando-o pela organização, num prazo de 60 dias, de eleições presidenciais. A conferência episcopal togolesa considera que a morte de Gnassingbe Eyadema no dia 5 de Fevereiro (após 38 anos de poder) e a sua sucessão, sob protecção das forças armadas, pelo filho Faure Gnassingbé geraram focos de conflito, exigindo um “regresso à ordem constitucional”. Neste momento, os Bispos lembram que “o maior desafio para concretizar a paz e a justiça na África consiste na boa gestão dos assuntos públicos nos sectores da política e da economia”. “A política é uma arte nobre, mas difícil”, concluem os prelados, assegurando a sua oração “pela paz no Togo”.
