Conferência Episcopal da Colômbia condena massacre da guerrilha

A Conferência Episcopal da Colômbia condenou o massacre perpetrado pela guerrilha rebelde das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em La Gabarra (Norte de Santander), junto da fronteira com a Venezuela, em que foram assassinados 34 camponeses na semana passada. O ataque foi obra de trinta homens armados que entraram na fazenda «La Duquesa» de madrugada. As autoridades calculam que na região existem 10 mil hectares de coca plantados, cujos benefícios geram fortes conflitos entre os paramilitares das AUC (Autodefesas Unidas da Colômbia) e as FARC. Também o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos condenou energicamente o massacre e, em comunicado, qualificou a acção como “crime de guerra”. Os confrontos pelo controle dos cultivos de coca provocaram na região mais de 4.000 mortos nos últimos 3 anos. Heróis de Guerra No meio desta situação, são muitas as dificuldades que os sacerdotes colombianos enfrentam diariamente na sua missão Uma reportagem da jornalista Kim Housego, da Associated Press, destacou que “os sacerdotes colombianos realizam tarefas fundamentais num nascente processo de paz entre o governo e as Autodefesas Unidas da Colômbia, assim como promovendo o diálogo com o Exército de Libertação Nacional (ELN)”. A jornalista acrescentou que as tarefas habituais de celebrar baptizados, celebrar Missa e escutar fiéis em confissão, “os sacerdotes intervêm na actualidade para garantir a libertação de reféns, escoltar ivis até lugares seguros em zonas de combate e negociar tréguas temporais”. Segundo a reportagem, nestes 40 anos de conflito, a Igreja Católica “tem sido frequentemente o único canal de comunicação entre as facções beligerantes e em algumas regiões isoladas, os sacerdotes costumam preencher um vazio de autoridade deixado pelo Estado”.

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