Comunidades católicas portuguesas na Europa pedem mais atenção para os emigrantes

Encontro dos delegados nacionais das comunidades católicas de língua portuguesa da Europa Os delegados nacionais das comunidades católicas de língua portuguesa da Europa pediram na passada semana um maior apoio para os portugueses espalhados pelo Velho Continente, com um reforço da presença na igreja local e uma maior sensibilização da Igreja em Portugal. “Diante de uma emigração portuguesa com sinais de crescente permanência, é preciso consciencializar as Comunidades de que o caminho mais conveniente para a vivência da fé e o serviço da caridade, consiste na comunhão participativa na Igreja local, através das paróquias, capelanias e movimentos”, pode ler-se no documento conclusivo do encontro, enviado à Agência ECCLESIA. Neste momento existe uma grande diversidade de formas de acompanhamento desenvolvidas ao longo das últimas décadas, junto da emigração portuguesa, segundo a realidade particular migratória de cada país e, por conseguinte, de cada igreja local. Os delegados advertem que, devido à escassez de clero e outras questões de carácter económico, “está a acontecer em várias Dioceses e Conferências episcopais europeias uma reorganização geral das estruturas paroquiais e diocesanas, com influência na organização tradicional das comunidades católicas de origem estrangeira e redução dos agentes pastorais disponíveis”. Neste sentido, pediu-se uma maior responsabilização dos próprios leigos migrantes criando para isso, “uma formação laical adequada e uma representatividade dos mesmos nas estruturas da Igreja diocesana.” Representantes da Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Luxemburgo, Reino Unido e Suíça estiveram reunidos, em Bruxelas tendo como tema do ENCONTRO: “Qual o futuro do modelo de acompanhamento pastoral das Comunidades na Europa?”. Presidiu ao encontro, em nome da Comissão Episcopal de Migrações e Turismo de Portugal, D. Januário Ferreira, presidente. O Vigário Episcopal para as comunidades católicas de origem estrangeira da diocese de Malines/Bruxelas, Mons.Lode Vermeir, também marcou presença. Nas conclusões do encontro foi destacado que “urge reforçar a figura do delegado nacional, reconhecido pela Igreja local, como coordenador da reestruturação eclesial a nível dos agentes pastorais, como “ponte” de comunicação e comunhão entre as Igrejas e Comissões Episcopais”. Outra das prioridades apontadas é a revisão dos materiais da catequese em língua portuguesa e local, que segundo estes responsáveis “não são devidamente adaptados à situação concreta da vida das famílias migrantes”. Deste encontro saiu ainda um pedido à OCPM para que seja “a voz das mudanças em acto nas Comunidades, de maneira a mobilizar as dioceses portuguesas e os respectivos Secretariados Diocesanos da Pastoral de Migrações, na responsabilização da Igreja em favor dos seus diocesanos que se “fixaram” no Estrangeiro e dos que hoje, das formas mais diversas, vivem a mobilidade constante na União Europeia.” Por fim, os delegados sugeriram à Comissão Episcopal de Migrações e Turismo de Portugal a organização até 2005 de um Encontro Mundial de Animadores das Comunidades Católicas Portuguesas, com o objectivo de reflectir sobre as oportunidades que a Migração tem proporcionado à Evangelização e de sensibilizar a Igreja Portuguesa para os novos apelos da Emigração.

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