Comportamentos desumanos com os imigrantes

Fundação Filos estudou a realidade migratória em Portugal “O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) trata de maneira desumana muitos imigrantes” – uma denúncia saída do seminário sobre «Migrações/imigrações, pessoas sem abrigo e minorias étnicas». Por iniciativa da Fundação Filos e na sequência de outras temáticas sociais já abordadas sob o lema «Nas Rotas da Exclusão», realizou-se esta actividade, dia 20 de Junho. O Pe. José Maia, presidente desta Fundação, disse à Agência ECCLESIA que para fugir a esta falta de dignidade, os imigrantes podem “tratar de determinados assuntos na Comissão Nacional de Apoio ao Imigrante (CNAI)”. Ao olhar para esta realidade na área metropolitana do Porto, o Pe. José Maia referiu que “há imigrantes de primeira, segunda e terceira categoria”. Um estudo de caracterização desta realidade refere que os imigrantes dos países lusófonos “têm casa própria” devido ao conhecimento da língua e também porque conhecem outras pessoas que já viviam cá. “A nova geração de imigrantes – os de Leste – têm mais habilitações e mais competências” mas “vivem num clima de maior instabilidade” – sublinha o presidente. Apesar dos conhecimentos adquiridos nos seus países de origem, estes “queixam-se que só lhes dão trabalho na limpeza e construção civil”. Para compreender melhor o panorama migratório, o Pe. José Maia pede para que seja feito um estudo sobre “os comportamentos dos filhos de imigrantes de segunda geração”. E acrescenta: “como reagem estes imigrantes”. Portugal depende “muito dos imigrantes”. Desta iniciativa resultou uma “ideia interessante” porque há um conjunto de instituições que se propuseram trabalhar em conjunto, numa plataforma de actuação, para “dar respostas a estes problemas”. E confidenciou: “a Fundação Filos talvez consiga um espaço físico para um centro de abrigo”. Em relação aos Sem Abrigo, o Pe. José Maia sublinha que a maneira como em Portugal se lida com estes “é numa perspectiva muito redutora”. As pessoas pensam “neles só na perspectiva de poderem ser um perigo para a nossa segurança”. Falta a interrogação: “porque há tanta gente a viver nestas condições?”. E denuncia: “muitos continuam a fazer do céu o seu tecto”. Problemas que merecem uma reflexão mas “as pessoas têm direito à rua”. Por muito que “nos custe não podemos escorraçá-las da rua” – finaliza.

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